A filosofia de Wittgenstein tinha um algo que a fazia mui frustrante para os grandes teóricos: nom tinha grandes pretensons, apenas dizia que havia que vigiar a linguagem, porque, às vezes, esta toma vida própria e joga-no-la, engana-nos, inventa problemas, realidades, etc. As armadilhas da linguagem som o pam de cada dia na cultura política da que vimos. Nom som especialmente perigosas porque enganem a ninguém alheio. Na realidade, por muitas maiúsculas que se empreguem, e grandes dosses de retórica épica, o Rei continua despido.
“Que fazer? A resposta é simples: submeter-se mais uma vez à lógica da mobilização, à temporalidade da urgência. Sob pretexto de rebelião. Expor fins, palavras. Tender face o seu cumprimento. Face o cumprimento das palavras. Enquanto isso, deixar a existência para mais tarde. Pôr-se entre parêntese”.
Tiqqun, “Como fazer?”