Sinésio Fraga Vila

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FRAGA VILA, Sinésio [Sinesio Fraga Vila]. 1891-19??. Nasceu num 31 de março em Ortigueira, e mui jovem emigra a Cuba, onde será um reconhecido músico e militante independentista galego. Morou em Havana, onde inícia estudos musicais e faz parte da Banda de Música do Estado Maior do Exército Constitucional, à par das suas labouras militantes na causa galega. Aginha atinge popularidade e prestígio, com composiçons de marcadas ressonâncias patrióticas como “Sonatas de Suévia”. Mas nom só como compositor, senom como teórico e crítico. A sua Teoria Elemental da Música (1930) foi um dos textos de referência para o estudo da música em Cuba, destacando o seu mérito os grandes vultos do momento, como Pedro Sanjuán, diretor da Orquestra Filarmónica; Benjamín Orbón, diretor de centros de ensinança musical; Gonzalo Roig, fundador e diretor da Orquestra Sinfónica; Amadeo Roldán, um dos mais destacados compositores cubanos, ou María Muñoz de Quevedo, fundadora de la Sociedad Coral de La Habana, a verdadera iniciadora da música coral em Cuba. Como crítico adquiriu umha importância fulcral, chegando-se a dizer que “quando ele qualificava positivamente umha obra ou umha atuaçom musical, a sua valoraçom já era considerada em si mesma como um galardom, pois procurava-lhe umha difusom entre o público mui notável”.

 

Foi, naquela 20 de julho de 1920, um dos fundadores da Juntança Nacionalista Galega, e diretor do seu vozeiro Nós. Quando a organizaçom decide mudar o cabeçalho polo de Terra Galega. Órgao da Juntança Nacionalista Galega de Havana e paladim do honor da Raça Celta, Fuco Gomes foi o primeiro encarregado da mesma, passando Sinésio Fraga a ser o seu redator chefe entre 1921 e 1922. Colaborou também nas publicaçons Cultura Galega -onde se encarregava da página musical e teatral-, Galicia ou Eco de Galicia. Pujo a sua profissom ao serviço da Terra e, por exemplo, publicou comentário sobre a música de Pascual Veiga para o Hino Nacional. Nos seus artigos homenageou músicos galegos como Pascual Veiga, ou o galego José Castro Gonçales ‘Chané’, mito da música cubana que ele definia como seu “mestrinho”, ou Ricardo Fuertes. Fazia também referências a músicos galegos que destacárom na emigraçom. Encreveu também duas obras de teatro em espanhol que ficárom inéditas: Marcelo e A Musa, assim como o livro de meditaçons intitulado Pensamentos.

Após a chegada da Revoluçom à ilha perde-se-lhe a pista de Sinésio, e nom sabemos como nem quando finou.

 

Fotografia: tirada de Cultura Gallega (A Habana, 1936-1940). Facsímile dos anos 1936-1937. Publicacións co Centro Ramón Piñeiro para a Investigación en Humanidades. Xunta de Galicia.

 

 
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