Felipe González pressume de terrorismo de Estado e coloca-se como "o senhor X"
Redacçom / "Tivem que decidir se se voava a cúpula de ETA. Dixem nom. E nom sei se figem o correcto". Assim começa a entrevista ao ex presidente do Estado espanhol Felipe González publicada ontem no jornal El País. O militante do PSOE que governara o Esta o espanhol durante os anos dos GAL sai agora à palestra pública sem pêlos na língua falar da guerra suja, quando se sabe que desde 1960 quase quinhentas pessoas falecérom no País Basco pola repressom espanhola, e 160 durante o governo de Felipe.
O "socialista" soltou-se na entrevista, dizendo sem complexos que o general Galindo "era um grande tipo", e que era visitado "cada dous ou três meses polo líder do PP da época no quartel de Intxaurrondo". Aliás, defende a sua inocência "da maior parte do que o acussárom, e polo que o condenárom, estou seguro de que o era. Estou seguro. Nom tem nada que ver porque afinal a sentença foi firme. É verdade que nom se respeitárom as garantias, estou seguro", espeta. Sobre os assassinatos de Lasa e Zabala comenta que no participou Galindo: "Seguro que nom. Que nom participou nem deu a ordem. Agora poderia-che dizer: pois nom o sei, e salvar a minha responsabilidade. Mas é que estou seguro. As provas negativas nom existem, mas estou seguro de que Galindo nom foi responsável de aquilo".
Já entrado em confessons, di-lhe ao entrevistador: "Já há muito que nom estou no poder mais vou-che dizer umha cousa que se quadra che surpreende. Ainda nom sei sequer se figem bem ou figem mal, nom che estou a plantear um problema moral, porque ainda nom tenho a segurança. Tivem umha só oportunidade na minha vida de dar umha ordem para liquidar toda a cúpula de ETA. Antes da queda de Bidart, em 1992, queriam estropear os Jogos Olímpicos, ter umha projecçom universal... Nom sei quanto tempo antes, quiçá em 1990 ou 1989, chegou até mim umha informaçom, que tinha que chegar até mim polas implicaçons que tinha. Nom se tratava de umha operaçons ordinárias da luita contra o terrorismo: a nossa gente detectara -nom digo quem- o lugar e o dia de umha reuniom da cúpula de ETA no sul da França. De toda a direcçom. Operaçom que levavam seguindo muito tempo. Localiza-se lugar e dia, mas a possibilidade que tínhamos de detê-los era zero, estavam fora do nosso território. E a possibilidade de que a operaçom se figesse na França naquele momento era mui escassa. Agora teria sido mais fácil. [...] Naquele momento só cabia a possiblidade de voá-los a todos juntos na casa na que se iam reunir. [...] A decissom é si ou nom. Simplisfico-o, dixem: nom. E engado isto: ainda nom sei se figem o correcto. Nom che estou a plantear o problema de que eu nunca o faria por razons morais. Nom, nom é verdade."
Reacçons
O vicesecretário geral de Comunicaçom do PP, González Pons, declarou que "Ele só [Felipe González] se colocou no X do GAL, porque se a decissom de matar ou nom matar na França a tomava o presidente, sabemos o que decidiu umha vez, mas nom se outras vezes tomou umha decissom distinta". O presidente do EBB do PNB, Andoni Ortuzar, aproveitou a inauguraçom do baztoki de Sopela este domingo para comentar que o que "tivesse tido simplesmente a dúvida de se matar ou nom a umha ou várias pessoas creio que fala mui mal dum presidente dum governo democrático". O informe elaborado por Euskal Memoria indica que durante os governos de Felipe González, a repressom provou 160 vítimas mortais entre os GAL, Bahia de Pasaia, Foz de Irunberri, manifestaçons, etc.

