13/08/12

Os melhores resultados da Galiza nuns jogos olímpicos

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Redaçom/ Um ouro e duas pratas deixam a Galiza numha mui boa posiçom no medalheiro olímpico de Londres 2012, por diante de países como Irlanda, Argentina ou Venezuela, dando boa mostra da saúde do desporto nacional.

Devido à proibiçom de a Galiza, País Basco e Catalunha participarem nos Jogos com delegaçom própria, a contagem de medalhas fai-se forçosamente inexata, por quanto existem equipas mistas -com jogadoras de todas as nacionalidades-, algumhas com clara hegemonia de umha das nacionalidades (caso da equipa feminina de waterpolo, praticamente todas catalás) mas que som contabilizadas como medalhas espanholas. Contodo, o medalheiro dos países da península ficaria mais ou menos assim:

Catalunha, 1 medalha de ouro e 5 de prata.

Espanha, 1 de ouro, 3 de prata e 2 de bronze.

Galiza, 1 de ouro e 2 de prata.

Portugal, 1 de prata.

País Basco, 2 de bronze.

 

As medalhas galegas

A primeira medalha de ouro para a Galiza veu da mao de Sofía Toro e Tamara Echegoyen, que junto com a asturiana Ángela Pumariega vencérom em vela, na classe match race. Sinalar a sua completa autogestom à hora de preparar os Jogos, já que treinárom à margem das estruturas federativas, graças à umha rede de apoio de família e amizades.

Por sua parte, David Cal em canoagem conseguiu a sua quinta prata olímpica, convertendo-se no desportista com maior palmarês do Estado. No triatlo, Gómez Noya atingiu a prata, num desporto no que a Galiza é umha potência mundial.

Compre destacar os quartos postos de José Antonio Hermida em bicicleta de montanha, e Teresa Portela em canoagem. Baixo a obrigaçom de competir com a equipa espanhola, a viguesa Begoña Fernández liderou a seleçom de handebol que se fijo com o bronze.

 

Obrigaçom de competir com Espanha

O nacionalismo espanhol voltou ficar em evidência nestes Jogos Olímpicos. Nom só porque o grosso das suas medalhas venhem de desportistas das naçons nom espanholas -conforme os cálculos do DL, dos 282 desportistas da delegaçom espanhola, 82 som cataláns, 31 bascos e 10 galegos, além de 30 estrangeiros nacionalizados que concorrem como espanhóis-, senom polos seus intentos de eliminar das telas de televisom as bandeiras de outras naçons: caso da celebraçom do triunfo de Gómez Noya com a bandeira galega, que nom apareceu na TVG.

O capitám da seleçom espanhola hóquei em campo -de 18 jogadores, 16 som cataláns-, Àlex Fábregas, criou umha grande polémica ao afirmar que nom se sentia espanhol, mas que era o único jeito de poder competir nos Jogos. De facto, os desportistas que recusem competirem com as seleçons espanholas exponhem-se a sançons e vetos a participar nas competiçons estatais.

 

Nacionalismo espanhol

A inibiçom das federaçons desportivas da Galiza, e até de alguns desportistas galegos, deixa bem às claras quais som os verdadeiros interesses nacionalistas. A oficializaçom das seleçons nacionais galegas, e o levantamento do seu veto -veto espanhol, por certo- a competirem a nível internacional, possibilitaria que o número de galegos e galegas que podem participar nuns Jogos Olímpicos, por exemplo, se multiplicassem por muito. Desportistas galegos de grande nível, mesmo com opçons a medalha como Iván Raña, ficárom fora destes Jogos por critérios das federaçons espanholas.

 

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